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19 de Setembro de 2019

Doutor(a), você tem um minuto?

Thaiza Vitoria, Consultor Jurídico
Publicado por Thaiza Vitoria
há 6 meses

Você não quer mais tempo. O que você quer é mais resultados (com as tarefas que executa) e energia suficiente (para realizar o que precisa).

No fundo sabemos que podemos criar mais tempo livre AGORA MESMO, o que talvez não saibamos é como ter tempo LIVRE e REMUNERADO concomitantemente.

O que desejamos é poder descansar cientes de que fizemos tudo que era necessário e possível para alcançarmos o resultado necessário e desejado.

Essa é a verdadeira paz que todos procuram.

Ninguém em sã consciência trabalharia 14 horas por dia se não acreditasse que essa era a unica forma de adquirir o que deseja/precisa.

Então, o que precisamos não é de mais tempo, e sim de mais inteligência!

Mas calma, não estou falando daquele tipo de inteligência acadêmica, mas sim dos tipos que a maioria dos advogados negligencia: a emocional e comportamental.

Porque, caros amigos, se a inteligência acadêmica bastasse, Steve Jobs (Apple), Bill Gates (Microsoft, Michael Dell (Dell) e Mark Zuckerberg (Facebook) não realizariam tantos feitos mesmo sem concluírem o nivel superior.

Em tese, nós, seres da mesma espécie, deveríamos estar à frente deles com a nossa graduação em direito, pós graduações, mestrados e doutorados, faz algum sentido?

O conhecimento técnico jurídico é uma ferramenta de trabalho, assim como a placa mãe era um elemento do PC do Bill Gates, mas a ferramenta, por si só, não tem poder algum.

É claro que ninguém trabalha sem a ferramenta certa, mas temos que concordar em pelo menos um ponto: todos esses gênios da história foram além do robô.

E ir além do Direito não é mais um diferencial nos dias de hoje, trata-se da unica forma de sobrevivência na era digital.

É sofrível encarar uma realidade, onde 52% dos escritórios de advocacia entram em falência, antes do 2º ano de fundação.

Isso mesmo: inexperiência e falta de conhecimento sobre como gerir sua carreira juridica de modo profissional e como ter hábitos mais produtivos é o que retroalimenta esse cenário.

Talvez você esteja se perguntando: "O que seria considerado 'inexperiência' e"falta de conhecimento"Thaiza, afinal, não bastaram os 5 anos de faculdade, 1 ano de preparatório para a OAB, 2 anos de pós graduação, 2 a 3 anos de Mestrado e etc?

Depois de mais de 5.000 horas de atendimentos individuais de coaching jurídico, testemunhando estudantes e juristas em completo desespero, tentando impedir o fracasso completo do seu sonho, enquanto outros mantinham uma curva exponencial de crescimento, eu diria que advogados que" trilham o caminho do FIM ", praticam os seguintes padrões:

· Estão sempre apagando incêndios causados pelos seus erros e amadorismo, reagindo aos" problema inesperados "(que na verdade são previsíveis para quem vê além do Direito).

· Reduzem cada vez mais seu preço por medo de perder clientes, enquanto deveriam jogar energia na construção da sua marca;

· Não fazem e/ou não sabem fazer um planejamento detalhado da gestão dos seus próprios recursos financeiros, muito menos um planejamento de divulgação eficaz dos seus serviços.

· Não fazem parcerias com colegas de outros estados ou países porque não confiam na sua honestidade, capacidade, ou talvez, no seu comprometimento;

· Usam o método"tentativa e erro"para desenvolver a sua carreira ou negócio jurídico, ou seja, estão sempre tomando decisões baseadas em instinto e pouquíssimas medições, cometendo erros que poderiam ser facilmente evitados se buscassem ajuda, até mesmo de profissionais de outros segmentos que ensinam como desenvolver negócios, algo que não se aprende na faculdade de direito.

E sabe o que é ainda pior? A esmagadora maioria dos advogados que só advogam ( não que seja pouco trabalho, mas infelizmente não os levarão para muito longe) e que quebraram, não percebiam os problemas que estavam por vir. De repente, estavam sem dinheiro (e às vezes até endividados).

Então, quando o problema se instalava, o famoso " suave desespero " se apresentava e a pergunta surgia: o que eu fiz de errado?

As respostas clássicas:

- Mercado em crise, concorrente desleal, judiciário lento e arbitrário, falta de apoio da família, falta de conhecimento nas"melhores áreas do direito (como se existisse uma área mais rentável, por si só... #piada), cidade pequena com pouca demanda jurídica, clientes pobres, clientes abusivos, o governo, altos impostos, a anuidade cara da OAB, o escritório mal decorado, a falta de apoio de uma secretária, falta de equipe (qualificada ou não), falta de dinheiro para investir em tecnologia e colaboradores, pouco tempo disponível, morte na família, doenças...Afff, cansei meus dedos:) Ja usei todas essas desculpas rssss

Lembre-se: o advogado"sensitivo"reage, o"profissional", antecipa.

Um jurista de visão, antecipa os problemas, busca por conhecimento especializado para desenhar, gerir e fazer o seu negócio crescer, sabe onde quer chegar, persiste nos seus objetivos e tem um plano de ação flexível, que possa ser medido e ajustado a todo momento.

Infelizmente, doutores, não estamos mais em uma "ERA DE MUDANÇAS", mas sim em uma "MUDANÇA DE ERA", e aqueles que criam melhores resultados, não são os maiores ou os mais requintados, mas sim os MAIS ÁGEIS. Velocidade na IMPLEMENTAÇÃO é o segredo dos advogados autogerenciáveis, e isso só é possível através do investimento em inteligência emocional, inteligência intelectual (ferramentas do Direito) e inteligência de mercado, NA MESMA PROPORÇÃO.

Dito isso, eu espero que você tenha honestamente entendido a importância de aperfeiçoar essas três inteligências (emocional, intelectual e de mercado).

O caminho para conquistar esse avanço na advocacia se dará através do desenvolvimento das competências: Autoestima, Confiança, Disciplina, Foco, Gestão do Tempo e Produtividade, o que te possibilitará:

✅ Vencer a procrastinação, ganhando mais tempo na agenda para fazer o que você ama

✅ Evitar meses planejando uma estratégia para não colher resultado algum.

✅ Se tornar disciplinado e hiperfocado em poucos semanas.

✅Conseguir cobrar consultas e honorários com mais facilidade por entender e saber comunicar o seu valor

✅ Reduzir a ansiedade, o estress e a insegurança.

✅ Melhorar sua autoestima, ânimo e atitude.

✅ Dominar totalmente o medo de errar e ser julgado por outras pessoas, se expondo com mais frequencia

✅ Organizar sua rotina com um método ensinado de advogados para advogados

✅ Voltar a ter o Controle da sua Vida ao invés de se sentir engolido pela agenda

E ainda estará preparado para:

✅ Lidar com clientes difíceis

✅ Se expor todos os dias, mesmo tendo fobia social

✅ Construir seu nome como referência no mercado a todo momento que você se expõe


Esse benefícios aparecem independente se você:

❌ Nunca ouviu falar desse assunto

❌ Está angustiado por ter adquirido cursos, pós graduações e atividades paralelas, e teme fazer mais um compromisso na agenda já apertada

❌ Atua em cidades pequenas ou interior do pais

❌ Advoga sozinho e não tem tempo para mais nada

❌ Diga para si mesmo que não tem 1 hora por semana para se tornar um profissional autogerenciável.


E agora que você me concedeu um minuto da sua atenção, eu quero te agradecer e perguntar como você tem feito para produzir melhor em meio a tantas ameaças externas.

9 Comentários

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Este texto está muito bacana, Dra Thaíza.
Muito obrigada!

De fato, ser Advogado aqui no Brasil não está fácil, mas com disciplina, determinação, foco e fé, se chega em algum lugar.
O ritmo é estafante, pesado, estressante, labuta-se em meio a constante pressão, prazos e cobranças.

Se não houver disciplina e certeza de que 'existe vida' além do Direito, enfarta-se, rapidinho.
Agora sei porque a OAB está preocupada e criando Cartilhas de Saúde Mental para os Advogados.
Na verdade, não é só a Advocacia que clama por 'melhores dias', mas várias outras classes (médicos, acadêmicos de medicina, militares, motoristas de coletivos, enfermeiros) também estão a amargar dias difíceis e uma agenda agitada.

Para produzir em meio à pressão externa, disciplino horários para ver aplicativos, para ler e-mails, para respondê-los, momento de ler notícias do país, do meio jurídico e do mundo, de compartilhar notícias, de fazer um vídeo, estudar/digitar processos, cumprir os prazos judiciais, dar feedback a clientes, ler um manual físico, escolho dia em que trabalho interno, dia em que atendo clientes presenciais, dentre outras alternativas.

No final, reconheço que não é, e não está sendo fácil, mas tudo dá certo!

Abs continuar lendo

Muito bem colocado! continuar lendo

Parabéns! Excelente texto! continuar lendo

Dra. Thaiza Vitória, perfeito o texto e a provocação.
Isso quis dizer, pare de reclamar, mexa-se, mude de atitude e, consequentemente, colha resultados diferentes.
Um abraço. continuar lendo

Texto muito interessante, faz com que se pense na nossa advocacia. continuar lendo