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6 de Junho de 2020

Advogando pós eleições, como estar seguro?

Thaiza Vitoria, Consultor Jurídico
Publicado por Thaiza Vitoria
ano passado

A advocacia é um dos segmentos que mais sofreu impactos com o novo governo. Na década de 90 ainda fragmentávamos o processo de implementação política no contexto jurídico, mas na atualidade, com a imponência da ciência de dados, essa adaptação exige instantaneidade.

A reforma trabalhista trouxe muitas novidades, o que gerou apreensão entre os advogados, mas ainda assim, muitas oportunidades surgiram com esse movimento.

Cerca de 53% dos advogados ativos costumam ter algum tipo de ação trabalhista em curso, e com as modificações trazidas pela Lei 13.467/2017, os colegas enfrentarão novos desafios, tais como: sucumbência recíproca, novas exigências à justiça gratuita, pagamento de honorários periciais pelo reclamante sucumbente (mesmo que assistido pela justiça gratuita) e outras implementações.

Além disso, com a nova redação do Artigo 579 da CLT, que retirou a contribuição sindical obrigatória, o Brasil vai sair dos mais de 17 mil sindicatos laborais, para menos de mil, gerando uma série de dilemas por administrar no ano corrente.

Isso sem contar com a exigência trazida pelo Artigo. 840, § 1º, CLT, que imprime ao pedido judicial trabalhista a obrigatoriedade de certeza, determinação e liquidez, sob pena de extinção sem resolução de mérito.

Embora esses ditames legais possam soar como limitações ou prejuízos na visão de muitos, percebemos que a tendência para 2019 será de um estado mais aberto, menos intervencionista, dando espaço para uma atuação mais independente na Justiça do Trabalho e em outros segmentos jurisdicionais.

Na área trabalhista, por exemplo, será um cenário de exame e reformulação das diretrizes do ano anterior, gerando compensações entre o protagonismo coletivo e o reajustamento da força sindical.

Também podemos considerar a queda acentuada de reclamações trabalhistas, o que por um lado causa temor entre os advogados contenciosistas, mas por outro lado, incentiva a adoção de métodos adequados de conflitos e criação de produtos jurídicos que permitem outras formas de rentabilização pelos colegas.

O novo cenário politico também promete bons frutos na área imobiliária, sobretudo aquelas ligadas a operações no mercado de capitais.

Especialistas em compliance também aparecem nas áreas promissoras no novo governo. Além disso, em razão das investigações políticas e fiscais ocorridas nos últimos anos no Brasil, as empresas suplicam por um suporte jurídico mais efetivo dos que nos anos anteriores.

Privatizações e concessões previstas pelo novo governo explicam o aumento na procura por especialistas da área de direito público

Por outro lado, a reforma da previdência também vem descortinando uma série de oportunidades.

Os previdencialistas terão a oportunidade de ajudar milhares de brasileiros que estão na zona de insegurança informacional quanto aos seus direitos, inclusive os direitos adquiridos, de fato, o mercado nunca esteve tão favorável para quem atua na área previdenciária. Nesse ponto o marketing de conteúdo é rei!

Sabemos que quanto mais rigorosa e ampla uma alteração legislativa, mais os cidadãos buscam reparação com a ajuda de especialistas, e elegem aqueles que trazem respostas ágeis e seguras.

Em todo esse processo de transição política encontramos pontos favoráveis e desconfortáveis, e muitos advogados tem propagado a ideia de que o mercado da advocacia está hipersaturado e tendendo a piorar, todavia, olhando para o passado, embora tenhamos mais de um milhão de advogados, não podemos negar que o surgimento de novos nichos de atuação tem sido quase em ritmo exponencial.

Muitas destas oportunidades de novos nichos não são devidamente aproveitadas, por vários motivos, mas os principais são:

• Falta de visão sobre o contexto político, social e econômico do país

• Timidez no posicionamento

• Falta de domínio nas áreas de negócios, de gestão, de marketing

E qual é a saída para os advogados que não querem fracassar na tão nobre profissão e, por outro lado, não querem ser esmagados pelas inovações do cenário político?

A resposta mais segura é o reposicionamento, uma medida de realinhamento estratégico que permite ao advogado criar uma visão sistêmica que considera: política, economia, cultura, sociedade e gestão legal como elementos de oportunidades e não apenas indícios de ameça.

E antes que a nossa conversa fique sem um direcionamento, eu quero te fazer um convite especial para acessar gratuitamente uma aula que gravei falando sobre os 6 motivos para se tornar autogerenciável, e como aplicar a inteligência emocional na prática jurídica.

A aula é online e gratuita :) para se matricular, é só clicar aqui:https://thaizavitoria.com.br/

E você, como tem feito para criar oportunidades no novo cenário politico brasileiro?

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