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9 de Maio de 2021

Advocacia é a 4º profissão mais estressante do mundo

Thaiza Vitoria, Consultor Jurídico
Publicado por Thaiza Vitoria
há 2 anos

E o pior é que os colegas são experts em simular controle para evitar o estigma. Enquanto isso, o negócio e a carreira sofrem um impacto silencioso que limita os seus resultados. Para transformar isso, existe apenas um caminho.

Funciona assim, de modo muito simples e direto:

A parte que corresponde a 1% de você tem ciência de que domina (e domina) uma série de competências profissionais: saber protocolar, saber distribuir, saber atender bem os clientes, saber emendar iniciais, saber fazer pesquisas jurisprudenciais, saber falar em público, saber estudar, saber fazer audiências, saber copiar e colar modelos de petições e etc... todavia...

A parte que corresponde a 9% de você tem ciência de que não domina algumas competências, e sabe exatamente que precisa aprender algo para dominar essas competências. Você pode perceber, por exemplo, que não controla:

A captação de clientes, o foco e a disciplina, a competência de dizer não, se expor em vídeos e artigos na internet, abordagem de clientes qualificados, gerir prazos sem stress, fazer parcerias de sucesso, gerenciar ferramentas de controle de processos, como fidelizar o cliente após a contratação, passar em provas e etc...

A má notícia é que a parte remanescente dos problemas, aquela que corresponde a 90% de você, ainda confunde as CAUSAS REAIS dos problemas anteriores, porque se soubéssemos a causa, já teríamos resolvido, assim como aconteceu com as competências dominadas.

A solução para essa parte de pontos cegos que correspondem a 90% da nossa consciência intelectual, emocional e mental está em apenas um caminho: no conhecimento

E no campo do conhecimento, a competência mais importante e a mais negligenciada pelos advogados é o AUTOCONHECIMENTO.

A advocacia não é considerada a 4º profissão mais estressante do mundo à toa. Quem trabalha na advocacia sabe como a profissão é desafiadora.

Prazos fatais; montanha de processos e jurisprudência para serem lidos e estudados; filas para tudo! e o desafio mais difícil de todos, atrair e satisfazer os clientes que a todo momento cobram agilidade e resultado na prestação do serviço.

Entretanto, poucos são os advogados que perceberam o quanto a sua vida pessoal está sendo afetada pela profissão, ou melhor, pela sua gestão na profissão.

O primeiro passo para reverter tudo isso é aprender a se autogerenciar, adotando um estilo de funcionamento focado em autoconhecimento.

Como o próprio nome indica, a autogestão nada mais é do 🎯 você se tornar seu principal gestor, melhorando a eficiência nas suas atividades, se organizando melhor, evitando a procrastinação e o acúmulo de trabalho, gerando mais tempo livre.

🎯Tirar os planos do papel e executá-los, sem se perder com atividades banais, isso sim é atributo típico de quem se conhece de verdade!

Parece sonho, mas não é! Parece talento, mas não é! ISSO É TREINO!

Eu não conheço um profissional sequer que consiga ser produtivo sem treinar a produtividade todos os dias.

Eu mesma, até os 22 anos, era o que eu considero uma “fracassada” que vivia patinando sem resultados efetivos. Era invisível no mercado, ansiosa crônica, hipocondríaca, sociofóbica, e com fortes tendências suicidas.

Eu sentia que precisava de ajuda, mas não investia nisso...No fundo eu esperava que as coisas se resolvessem com o tempo, e acreditava que algo diferente fosse acontecer para me tirar daquela situação.

Mas esse algo nunca aconteceu. Uma hora eu tive que acordar e decidir gerenciar a parte que me cabia no caos que eu havia criado.

Foi esse ponto de virada, a adoção de praticas de autogestão, que me permitiu atrair milhares de clientes, a falar em público para outros milhares de advogados, para ser lida por outros milhares (incluindo você agora), a superar a morte do meu pai, a superar o medo de dirigir após um acidente de moto, a ser mãe solteira depois de um divórcio traumático, a lidar com várias cirurgias de risco, superar uma depressão suicida, ao mesmo tempo em que eu era convidada para entrevistas, premiações, lançamento de livros, ministração de cursos em OABs, Faculdades e Empresas, e ser considerada uma referência no meu mercado.

A vida não espera a gente achar que está pronto, essa é a verdade, e por ter entendido isso que hoje eu sou capaz de experimentar resultados efetivos.

E ainda não é fácil, é simples, mas não é fácil. É simples porque eu já criei a trilha com a minha experiência, mas não é facil porque eu tenho que refazer o caminho todos os dias.

E antes que a nossa conversa fique sem um direcionamento, eu quero te fazer um convite especial para acessar gratuitamente uma aula que gravei falando sobre os 6 motivos para se tornar autogerenciável, e como aplicar a inteligência emocional na prática jurídica.

A aula é online e gratuita :) para se matricular, é só clicar aqui: https://thaizavitoria.com.br/


E você, qual a trilha tem refeito todos os dias para dominar as competências que necessita para alcançar o sucesso?

13 Comentários

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Curiosamente, o estresse na advocacia está ligado à advocacia contenciosa, na qual sabemos a extensão do desrespeito com que o advogado é, diariamente, tratado.

Àqueles que atuam nos juizados especiais o estresse vai ainda além, considerando a forma com que se aplicam as leis naqueles órgãos, dos quais se pode extrair as mais distintas jurisprudências, para todos os gostos.

Infelizmente, essa cultura brasileira de judicializar tudo não mudará cedo, e o advogado que atua perante o judiciário continuará engolindo sapos.

Parabéns pelo artigo, e sucesso! continuar lendo

Dr. Igor, bom dia.

Esse ponto mencionado por você é de extrema relevância. A tendência pela judicialização das relações é um gatilho diretivo ao stress. Infelizmente poucos colegas investem em ferramentas de soluções adequadas de conflitos, o que seria, na minha visão, um caminho interessante para o equlibrio nessa dinâmica.

O advogado perde parte do protagonismo na resolução do caso, mas ganha em qualidade de vida.

A escolha é sempre dele.

Obrigada pelo seu tempo e contribuição ao tema. Sucesso! continuar lendo

DEPOIMENTO:
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Autoconhecimento é tudo. Um caminho sem volta que todos deveriam trilhar.
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Mas muito poucos “acordaram”, eis que presos em vícios.
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Por mais que não queiramos, ao superarmos a “perseguição” de si próprio e dos outros, e as experiencias “traumáticas” e difíceis, isto se cola para sempre e já faz parte em nossa missão de vida.
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Problemas emocionais na vida pessoal refletem em tudo, em todos os campos da vida, e claro que a situação profissional e financeira é das mais afetadas.
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E assim é com a sua vida.
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No “fracasso” tudo de ruim se repete. Mas o seu sucesso pode sim servir de modelo e de inspiração a tantos outros. “AJUDAR” pessoas é uma dádiva. Um dom e talento.
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A vida dá sinais. Porém nem sempre estamos preparados para ouvir, nem para receber e processar a informação. Por exemplo eu me lembro de um amigo me dizendo algo importante há mais de cinco anos atrás. Mas ali eu não operei mudanças. Porém, com as sementes plantadas dentro de mim, a informação já reverberava entre o consciente e o inconsciente, e veio aflorar ano passado o que foi maravilhoso. Desconectei de muitas pessoas que ainda não vivem este momento, mas passei a conhecer pessoas maravilhosas nesta mesma sintonia.
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Todos desejamos ansiosamente a “hora da virada”, mas não basta que as origens dos problemas “boiem nas águas”, para que passamos vê-los.” Ou seja, trazer à tona por si só não basta (apenas saber a causa). E de nada adianta tanta “prescrição” de remédios por profissionais da saúde, pois os que remediam usam paliativos.
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Também por isto é preciso de muita compreensão na ação para “mudar” na inteligência emocional.
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Também por isto a solução deste caminho emocional e profissional é árduo e demorado. Porém se desistirmos no meio do caminho de nada adiantará.
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Nunca desista!
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Concorda? sim? Não? Porque? continuar lendo

Os advogados possuem vários inimigos sociais.

https://www.youtube.com/watch?v=nduGyLkxw4w

ciro - 6min38s - PRESIDENCIÁVEL CIRO GOMES - AS LEIS SÃO CRIADAS PELOS ADVOGADOS

A atuação do advogado é dependente de agentes externos ao seu agir. A sua formação escolar continua sendo positivista, e acredita que as leis mudarão o mundo e não consegue entender que este é que influencia o arcabouço normativo.

O jurista Roberto A. R. Aguiar diz que o advogado preconiza a neutralidade, a equidistância, o combate à metafísica (que constitui uma nova metafísica), a busca de uma ciência com objeto e método são características dessa corrente. Hoje é o neopositivismo lógico, pela via kelseniana, que se constitui a justificativa científica para um entendimento normativista e "purista" da ordem jurídica e da ciência do Direito. O positivismo e o neopositivismo lógico trouxeram contribuições importantes para o avanço do pensamento científico. A sociedade tecnológica atual é resultado dessa contribuição, que agilizou operatoriamente os reclamos por crescimento da burguesia. A aceleração científica, a racionalização da experimentação, o desenvolvimento metodológico, a sofisticação da lógica e a matematização dos fenômenos estão ligados á contribuição dessas correntes, que, por usa vez, pagam tributos a Kant. Talvez por nossa formação católica, o positivismo, no Brasil, transformou-se numa espécie de religião, que divinizava a humanidade e com ela o Estado e o Direito. O neopositivismo abriu as portas para um tramento rigoroso do Direito, introduzindo, por exemplo, as lógicas modais, a lógica simbólica, no trato do Direito e tornou consistente o tratamento dos conceitos jurídicos, trazendo as contribuições da linguística para a hermenêutica jurídica. Embora tenha atingido fortemente os doutrinadores nacionais, não repercutiu, até suas últimas consequências,em nível das práticas jurídicas. A exegese normativa continua a ser do senso comum, embora às vezes, receba nomes pomposos. No fundo, é um arranjo tópico, pior ou melhor fundamentado, para justificar uma pretensão, nem mesmo se lembrando que Viehweg trabalhou a fim de dar armas a essa categoria de interpretação (in A Crise da Advocacia no Brasil, p.32-33).
O referido jurista aponta que o generalismo da formação, a ambiguidade de valores e a estreiteza do textualismo desembocaram na superficialidade. Os trabalhos jurídicos tendem a ser genéricos no fundamento e detalhistas no âmbito normativo. Acrescenta que os advogados integram uma categoria alienada, visto que, apesar de as condições de trabalho se revelarem adversas para a categoria dos advogados, ela não se mobiliza com tanta facilidade, pois as marcas individualistas e voluntaristas são difíceis de se remover. Assim, a categoria dos advogados corre o risco de alhear-se de si mesma, não conseguindo articular uma consciência para si, mesmo em condições objetivas propícias.Vive contradições e paradoxos que dificultam o enfrentamento profissional do mundo. Grande parte dos advogados é pobre, mas tem de viver segundo padrões materiais e sociais consentâneos com a imagem que os advogados pensam que a sociedade tem deles. Esse problema pode gerar vidas difíceis e tensas, sempre esperando que uma grande causa venha iluminar suas vidas e decretar sua aposentadoria gloriosa. Os profissionais que têm esse entendimento encastelam-se no individualismo, até mesmo para esconder suas carências e não participar dos movimentos reivindicatórios e das lutas por novos direitos da classe a que pertencem. Conseguem com isso implementar uma dupla alienação: a do desconhecimento do Direito vivo e a da não participação na consciência e nas lutas de sua classe. É um exemplo de ausência de "consciência para si" (in "A Crise da Advocacia no Brasil, p. 140). continuar lendo

Qual a fonte da informação? Não encontrei no texto referência ao estudo/pesquisa que apontou esse dado. continuar lendo

É um texto de 2014. continuar lendo

Pois, é Doutor. Imagina agora em 2019 com 1 milhão e 200 mil advogados. :) continuar lendo