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29 de Junho de 2022

Advogado que só advoga

O caminho do FIM.

Thaiza Vitoria, Consultor Jurídico
Publicado por Thaiza Vitoria
há 5 anos

Advogado que s advoga

O Dr. Albert, durante uma entrevista na Califórnia, foi questionado por um repórter, que disse:

- Doutor, o que se passa com os advogados de hoje em dia?

E ele respondeu:

- Os advogados simplesmente não pensam!

E completou: “vivemos em uma época de ouro, onde não temos mais barreiras geográficas e a informação está disponível para qualquer pessoa, ao alcance de um clique. Sonhamos e trabalhamos por toda a tecnologia que desfrutamos hoje, e o que fazemos com isso? Construímos uma realidade onde toda a riqueza mundial, se concentra nas mãos de 10% da população.”

Pesquisadores estudaram um grupo de 100 indivíduos a partir dos 25 anos, tentando descobrir o que aconteceria com eles ao completarem 65 anos, vejamos...

Todos eles assim como eu e você, acreditavam que seriam bem sucedidos, que teriam liberdade financeira, reconhecimento na profissão e uma vida pessoal de dar inveja. Eles ainda mantinham grande ânimo pela vida e o brilho nos olhos, típico da esperança de um futuro melhor.

Mas aos 65 anos somente 1 deles se tornou rico, 4 financeiramente independentes, 41 continuaram trabalhando e 54 estavam quebrados.

Agora pense nisso, apenas 5 dos 100, atingiram o objetivo, e por que será que tantos falharam? O que aconteceu com seus sonhos, sua energia e sua vitalidade? E por que a disparidade entre o projeto inicial e tudo que aconteceu no desenrolar da vida?

Quando identificamos que apenas 5% atinge o sucesso, primeiro temos que definir o que é sucesso. E, para mim, a melhor definição de sucesso é a “ realização progressiva de um ideal de valor”, ou seja, trata-se do trabalho consciente dentro de um projeto de vida claramente estruturado, para conquistar o que você deseja.

É sofrível encarar uma realidade, onde 52% dos escritórios de advocacia entram em falência, antes do 2º ano de fundação.

Isso mesmo: inexperiência e falta de conhecimento sobre como gerir sua carreira juridica de modo profissional é o que retroalimenta esse cenário.

Talvez você esteja se perguntando: "O que seria considerado 'inexperiência' e"falta de conhecimento"Thaiza, afinal, não bastaram os 5 anos de faculdade, 1 ano de preparatório para a OAB, 2 anos de pós graduação, 2 a 3 anos de Mestrado e etc?

Depois de mais de 4.000 horas de atendimentos individuais de coaching jurídico, testemunhando estudantes e juristas em completo desespero, tentando impedir o fracasso completo do seu sonho, enquanto outros mantinham uma curva exponencial de crescimento, eu diria que advogados que" trilham o caminho do FIM ", praticam os seguintes padrões:

· Estão sempre apagando incêndios causados pelos seus erros e amadorismo, reagindo aos" problema inesperados "(que na verdade são previsíveis para quem vê além do Direito).

· Reduzem cada vez mais seu preço por medo de perder clientes, enquanto deveriam jogar energia na construção da sua marca;

· Não acompanham a evolução tecnológica, como aplicativos e softwares que fazem trabalhos como de gestão de agenda, peticionamento eletrônico, gestão de finanças ou call center.

· Não fazem e/ou não sabem fazer um planejamento detalhado da gestão dos seus próprios recursos financeiros, muito menos um planejamento de divulgação eficaz dos seus serviços.

· Não fazem parcerias com colegas de outros estados ou países porque não confiam na sua honestidade, capacidade, ou talvez, no seu comprometimento;

· Desconhecem as melhores práticas de pesquisa de público-alvo, análise concorrencial e avaliação de potencial de lucro do seu mercado.

· Usam o método"tentativa e erro"para desenvolver a sua carreira ou negócio jurídico, ou seja, estão sempre tomando decisões baseadas em instinto e pouquíssimas medições, cometendo erros que poderiam ser facilmente evitados se buscassem ajuda, até mesmo de profissionais de outros segmentos que ensinam como desenvolver negócios, algo que não se aprende na faculdade de direito.

E sabe o que é ainda pior? A esmagadora maioria dos advogados que só advogam ( não que seja pouco trabalho, mas infelizmente não os levarão para muito longe) e que quebraram, não percebiam os problemas que estavam por vir. De repente, estavam sem dinheiro (e às vezes até endividados).

Então, quando o problema se instalava, o famoso " suave desespero " se apresentava e a pergunta surgia: o que eu fiz de errado?

As respostas clássicas:

- Mercado em crise, concorrente desleal, judiciário lento e arbitrário, falta de apoio da família, falta de conhecimento nas"melhores áreas do direito (como se existisse uma área mais rentável, por si só... #piada), cidade pequena com pouca demanda jurídica, clientes pobres, clientes abusivos, o governo, altos impostos, a anuidade cara da OAB, o escritório mal decorado, a falta de apoio de uma secretária, falta de equipe (qualificada ou não), falta de dinheiro para investir em tecnologia e colaboradores, pouco tempo disponível, morte na família, doenças...Afff, cansei meus dedos:) Ja usei todas elas rssss

Lembre-se: o advogado"sensitivo"reage, o"profissional", antecipa.

Um jurista de visão, antecipa os problemas, busca por conhecimento especializado para desenhar, gerir e fazer o seu negócio crescer, sabe onde quer chegar, persiste nos seus objetivos e tem um plano de ação flexível, que possa ser medido e ajustado a todo momento.

Infelizmente, doutores, não estamos mais em uma "ERA DE MUDANÇAS", mas sim em uma "MUDANÇA DE ERA", e aqueles que criam melhores resultados, não são os maiores ou os mais requintados, mas sim os MAIS ÁGEIS. Velocidade na IMPLEMENTAÇÃO é o segredo dos advogados memoráveis, e isso só é possível através do investimento em inteligência emocional, inteligência intelectual (ferramentas do Direito) e inteligência de mercado, NA MESMA PROPORÇÃO.

Dito isso, eu espero que você tenha honestamente entendido a importância de aperfeiçoar essas três inteligências (emocional, intelectual e de mercado), sem esquecer, é claro, da importância de aplicar um método para empreender na carreira jurídica (concursos ou advocacia privada) da maneira correta, ou seja, aquela maneira que te proporciona realização dos seus sonhos.

Se você quiser realizar, gratuitamente, o teste básico de análise de perfil e descobrir se a sua personalidade pode estar dificultando seus resultados na advocacia: CLIQUE AQUI.

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94 Comentários

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Não tenho o hábito de me manifestar diante as matérias que são expostas, mas diante de tudo que li preciso dizer algo.

Já adianto que não se trata de lamúrias e choramingações, já me justifico pois atualmente não podemos discordar de algo sem que alguém venha e diga que é discurso de derrotado e vitimista.

É muito fácil julgar os outros por si mesmo, sem levar em consideração a vida de cada um.

Ficar rico, hoje, no Brasil e na advocacia é uma grande ilusão que permeia a vida e o sonho de muitos, mas a realidade, com certeza meus queridos, não é essa.

Vamos lá: Você atende bem o cliente, atenção e prioridade sempre foram suas marcas registradas. Você prevê riscos sim, quase todo advogado faz isso, não é novidade, você inclusive tem 4 pós-graduações, faz curso de inglês para o mestrado, levanta as 5h da manhã, dorme depois das 23h.
Você meu amigo é uma máquina de estudo e trabalho.
(Essa sou eu).

Você dá tudo de si, despacha com Juiz, briga no cartório para que o processo tenha andamento e depois de 10 anos sobrevêm a sentença: R$ 2.000,00 de danos morais para aquele cliente que injustamente teve seu bom nome negativado por uma cobrança indevida do banco.
Resumo da ópera: duas sentenças erradas, duas apelações e no momento um agravo interno.
(Eu tenho um processo assim, e as sentenças irrisórias são recorrentes no Estado do RJ, pergunte a qualquer um que não tenha ligação com Juiz e saberás a verdade).

Portanto, não aceito que ninguém que conseguiu ficar rico ou que esteja tentando, venha dizer que a culpa é única e exclusivamente do advogado.

Vivemos em um sistema de Justiça que está muito distante do cidadão. Se não bastasse, além de lidar com um sistema judicial falido, ainda somos obrigados a lidar com a sociedade que nos detesta e acredita que somos verdadeiros carniceiros de dinheiro.

Portanto, não é tão simples ou tão fácil quanto parece.
Nós, advogados que lidamos com o sofrimento do povo na veia devemos ser mais respeitados.

Chega desses artigos dizendo que o problema somos nós que temos milhões de defeitos, como se quem fica rico tivesse uma fórmula mágica...e isso e aquilo...Essa matéria tem fundo esnobe e como tudo no direito está muito distante da realidade que eu e centenas de advogados enfrentamos...

Se você conseguiu, parabéns, mas saiba que existem aqueles que não conseguem ficar ricos e mesmos assim, são muito competentes...Uauuuu parece mentira? mas não é..Não podemos separar o bom e o mal profissional simplesmente por quanto ele tem na carteira. continuar lendo

Boa noite, Dra. Vanessa.

Honro sua opinião e lamento ter que concordar que essa realidade que relatou, pois está presente em mais de 80% dos modelos de advocacias brasileiras.

Sinto muito por ter aparentado. na sua interpretação, "estar julgando os outros por si mesmo, sem levar em consideração a vida de cada um ou mesmo, indicando que ter sucesso na advocacia é fácil."

Meu propósito foi justamente alertar que não existe fórmula mágica, ou seja, algo externo fazendo o milagre que precisamos.

Mas existem mágicos, esses somos nós, quando nos empoderamos.

Saber disso não muda o fato de que advogar no Brasil é quase uma missão impossivel, mas temos que reconhecer que de alguma forma, desejamos ajudar as pessoas através dessa atividade.

Então, o que fazer?

Desejo que todo o seu esforço diário para ajudar os seus clientes, seja amplamente reconhecido, pois você merece.

Gratidão! continuar lendo

Já dizia Albert Einstein: "Loucura é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes"..

Não sou coach, não sou um advogado renomado, não tenho fama pelo que faço. Ainda.

Mas sei que fazer as mesmas coisas que Ruy Barbosa fazia na época da Advocacia e querer ter resultados explêndidos é loucura.

Somos JOVENS ADVOGADOS que olham o novo com os óculos do velho. Conheço muitos advogados que reclamam da falta de sorte da Advocacia. Aí vêm as pressões pra ser funcionário público, pois: "já existem advogados demais"..

Sim, existem muitos advogados. 1 milhão. Mas quantos fazem a diferença?

Pós graduações são extremamente importantes, sem dúvidas. Conheço muita gente com várias. Mas quantos estudam marketing? Quantos estão nas redes sociais? Quantos estudam gestão? Quantos procuram ajuda nos momentos de crise?

Ao responder essas perguntas, certamente verá que são exatamente aqueles "poucos bem sucedidos" que você citou. continuar lendo

Fantástico, Dra.!!! Faço minhas as suas palavras!!! Show!!! continuar lendo

Perfeito comentário! És uma profissional de coração, percebe-se pelo que escreve. Admirei muito o que escreveu e concordo em tudo! continuar lendo

Alguém precisa esclarecer que "moderna advocacia", "empreendedorismo" e outros mi mi mi não passam de marketing para vender alguma coisa.

Advocacia é prestação de serviços. É especialização e ponto final.

Advogado só advoga. Simples assim. ( e diga-se de passagem, vive-se MUITO BEM só advogando)

Alguns artigos postados aqui na comunidade não passam de anúncios comerciais do tipo "mercado livre", disfarçados em "nova metodologia ou empreendedorismo na advocacia" .

Não existe mistura de caviar no feijão com arroz. Não combina. É fora da casinha. continuar lendo

Hahahahaha! Essa é classica. O cara aponta os "erros" e depois tenta vender sua fórmula para o sucesso. continuar lendo

Ana Hungria, o seu comentário disse tudo, foi o primeiro que li. Pensei que só eu imediatamente havia detectado"Essa Clássica".
Eu entendo que aqui seja uma plataforma de discussões e não mercado livre disfarçado. continuar lendo

Adorei seu comentário! Estava pensando exatamente nisso: porque ao invés de listar os fracassos não se conta qual o "segredo" do sucesso dos poucos que chegaram lá???? continuar lendo

Boa noite Dra. Ana.
Noto que avaliou a redação do artigo como um "imã" para o oferecimento de uma solução ou serviço, o que faz algum sentido.
O link descrito oferece uma analise básica de perfil de personalidade, motivo que me fez até agora, computar 378 emails de respondidos.
Estou lendo cada uma das histórias e respondendo o máximo possível.
Caso sinta vontade de avaliar o seu perfil "gratuitamente", sinta-se a vontade.
Se não for do seu agrado, favor desconsiderar a oferta.
Abraços :) continuar lendo

Cara, ela é coach. ACONSELHAMENTO é o que ela vende. É como se algum cliente chegasse no seu escritório querendo uma solução jurídica para a crise dele e quisesse aquilo gratuitamente. continuar lendo

Seu texto está perfeito.

Pena que muitos erros cometidos por advogados tb sejam provenientes do excesso de confiança que detém em si mesmos e, por vezes, não conseguem admitir que precisam de ajuda e conselhos de outros colegas mais experientes.

Já vi colegas não saberem como agir, errarem, mas não admitirem que necessitavam de ajuda.
Lamentável!

Infelizmente a vaidade impera em nosso meio.

Admitir que precisa aprender com os mais experientes denota fraqueza e insegurança, pensam os bam-bam-bans diplomados!

Obrigada por todas as suas dicas!

Vc tem consultoria aqui em Recife, Thaiza? continuar lendo

Boa noite, Dra. Fátima.
Sinto que esse padrão de muitos advogados é fruto do modelo da formação juridica, está enraizado no inconsciente coletivo.
Não é algo proposital ou alguma forma de desleixo, mas sim o reflexo da errônea interpretação do que é "mercantilismo" na advocacia.
Confundiu-se mercantilismo com marketing, publicidade, vendas, gestão, tecnologia e tudo que não fosse estritamente jurídico.
Mas isso, de verdade, não é culpa da classe.
O fato é que os paradigmas que não servem mais, devem ser identificados e corrigidos. Esse é o meu papel.
Gratidão pela sua contribuição, querida. continuar lendo

Este é o seu papel: tornar-nos profissionais mais tarimbados e competentes!
Estou com pressa em ser sua aluna!

Um abraço, professora! continuar lendo

Estagiei durante toda a faculdade, ou seja, por 5 anos, e permaneço no mesmo local agora como advogado associado. Em todo esse período, de transição, vi os mais diversos tipos de advogados. O que mais me surpreende é a falta de estudo, atualização e comprometimento com a profissão. Muitos, após certo tempo de prática jurídica, se deixam levar e esquecem a importância do aperfeiçoamento na própria área de atuação, é como se soubessem de cor e salteado todo o ordenamento jurídico. Aqui se aplica a velha e conhecida música do ilustre Zeca Pagodinho "deixa a vida me levar, vida leva eu". Resultado: profissional inepto ao exercício da profissão, e com isso surgem os consequências negativas, serviço prestado com péssima qualidade, má remuneração etc. Por outro lado, se servir de consolo, ainda há espaço, e sempre vai existir, para os profissionais que honram a advocacia e levam a sério a profissão. continuar lendo

Boa noite, Dr. Tiago.

Parabéns!

Tudo que você disse faz muito sentido para mim, vivencio isso todos os dias com os clientes.

Acredito que sempre haverá trabalho, talvez não empregos no formato que conhecemos hoje, mas espaço para empreender na advocacia, acredito que sempre teremos.

Mas sinto que para que isso aconteça em maior numero, precisamos acompanhar as mudanças sociais, que tem sido extremamente dinâmicas.

Boa noite, querido. continuar lendo

Ora Doutor estou contigo e o parabenizo pelas dicas extremamente assertivas ao meu ver. continuar lendo